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Posts Tagged ‘divisão’

 

Mesmo sendo membro ativo de uma congregação abençoada, minha visão é de Reino, e não de placa.

Vou externar um pouco minha opinião e comportamento sobre a questão do dinheiro, para que fique claro que não defendo ninguém, a não ser a Palavra.

Nas minhas orações, é muito raro pedir a Deus alguma benção financeira ou material: antes de tudo, peço misericórdia e perdão, além de forças para continuar em pé. Peço pela minha família, pelo meu casamento, pela minha igreja, pelos amigos e colegas de trabalho, pelo país, pelo Corpo de Cristo (O corpo verdadeiro e Único que vai ser arrebatado) etc.

Eventualmente, peço alguma benção material, pois Deus é meu Pai; mesmo que Ele saiba de tudo o que precisamos, vez por outra damos uma  relembrada de nossas necessidades físicas. Entrego meu dízimo e faço ofertas, não só em meu ministério, como em outros, bem como na vida de outras pessoas.

Meu maior bem, o que de mais valor poderia angariar nessa vida, já consegui, que é a Pérola preciosa de que Jesus falou em Mateus 13:45. É o próprio Jesus!

Não precisa ser muito bom observador para notar que tem sido dada uma ênfase excessiva à busca pelas bençãos materiais em muitas denominações evangélicas. Como diz o jargão: “Buscam as bençãos, mas se esquecem do abençoador.”

Não sei se há alguma estatística que comprove, mas penso que muitos, hoje em dia, chegam às Igrejas em épocas de escassez ou necessidade:  desemprego, doenças graves  etc.

Infelizmente, poucos fazem como o Rei Asa, que edificou cidades fortes enquanto a terra estava quieta e não havia guerra, porque o Senhor havia dado repouso (2Cr. 14:6). Muitos buscam a Deus só no calor da guerra, quando o sangue esquenta, e o desespero, muitas vezes, bate à porta. Será possível começar a se preparar para uma batalha sabendo que o inimigo está logo à porta?

Com o exemplo de Asa aprendemos que devemos buscar o Senhor HOJE, pelo que Ele É, e não esperar o dia da adversidade chegar para buscá-Lo pelo que Ele pode FAZER.

O pior é que muitos buscam a benção,  e, quando a encontram, dão as costas e não voltam para agradecer e adorar a Jesus. Não foi assim que aconteceu com os 10 leprosos curados por Jesus? Somente um voltou para agradecer…

Devemos ensinar – a todo tempo – as pessoas a buscarem e adorarem a Deus. Se alguém começa a ir na igreja buscando bençãos, o que ela irá buscar depois que alcançá-las? Ela consegue o carro, a casa, a cura, o casamento, o emprego, o que mais ela vai precisar buscar lá? Nada!

Agora, se buscamos ao Senhor, o adoramos em espírito e em verdade, podemos comprar casa, carro, ter bom salário, estar bem de saúde, que continuaremos tendo um motivo maravilhoso para continuar na igreja: o próprio Deus!

Entendo a indignação dos que pregam (às vezes até de forma muito agressiva, outras, até chula) contra esse Evangelho demasiadamente “materializado”, mas declarar que tal pessoa ou denominação não é evangélica ou cristã porque fala insistentemente em ofertas e dízimos não tem respaldo bíblico. Uma coisa é apontar um erro, outra é declarar que alguém não é cristão.

Não podemos esquecer que a prática de pedir dízimos e ofertas é comum na maioria das igrejas evangélicas.

E o pior, saiba você, pastor ou cristão que para a maioria das pessoas que estão de fora da igreja todo mundo que pede dízimo e oferta é farinha do mesmo saco, quer peça de forma mais sutil, ou mais agressiva, estipulando valor de oferta. Para muitos, basta pedir dinheiro na igreja para ser considerado ladrão…

O que fazem é semelhante a dizer que uma denominação não é evangélica porque não envia missionários, ou então porque não auxilia materialmente os pobres. Uma coisa é ensinar, outra é decidir quem é cristão.

Penso também que devemos ter uma visão sensata e bíblica do dinheiro e das riquezas. Não há na Bíblia nenhum versículo que diga que ser rico é pecado. No entanto, Jesus, em diversas vezes, nos alertou quanto aos riscos  e perigos da riqueza. Paulo também manda dizer aos ricos deste mundo “que não sejam altivos, nem ponham a sua esperença na incerteza das riquezas, mas em Deus que nos concede abundantamente todas as coisas para dela gozarmos.” 1Tim 6:17

Quem desagrada a Deus é aquele que “para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.” Lc. 12:21

É óbvio que o nosso foco deve ser Jesus, buscando primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas as outras coisas serão acrescentadas. (Mt.6:33)

O dinheiro não é a raiz de todos os males, como alguns errôneamente apregoam; o amor ao dinheiro o é (1 Tim. 6:10).

Não há dúvidas que muitos se corrompem – e se esquecem do caminho -na busca desenfreada por dinheiro. Mas quem julgará o coração do homem, senão Deus? Como saber se um rico tem ou não o coração em Deus?

O problema da teologia da prosperidade é querer atribuir a Deus um mero papel de abençoador, uma espécie de Papai Noel espiritual, que deve dar tudo o que o crente pede. Não! Devemos pedir. E pedir da maneira certa, e não para gastar em nossos prazeres e deleites.

O segredo da prosperidade é estudo, trabalho e a benção de Deus. Infelizmente, muitos estão sendo ensinados que basta ofertar e fazer campanha para ficar rico. Mas isso é assunto para outro texto.

Grande abraço, na fé, e esperando encontrá-los na Jerusalém espiritual,

Broder James

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Paz e graça de Cristo seja com todos os leitores deste blog!

Para ilustrar o último post, sobre o atual estado de divisão na igreja evangélica, venho falar um pouco sobre a – provavelmente já conhecida -polêmica entre os pastores André Valadão e Olivar Alves, da Ig. Presbiteriana de São José dos Campos.

Resumo da ópera: após participar de um evento ao lado do grupo católico Rosa de Sarom, o pastor André  recebeu em seu blog oficial as críticas de Olivar. Entre réplicas e tréplicas, o tempo fechou.

Conclamo mais uma vez: irmãos, vamos nos unir! Existem diferentes ministérios, assim como existem diversas partes do corpo. Mas todos formam UM só corpo!

Há quem pregue em pleno carnaval, quem entre em bocas de fumo, quem pregue para ricos empresários, quem apascente grandes igrejas, quem funde pequenas igrejas em países mulçumanos hostis ao evangelho, quem pregue em um show de reggae, quem pregue na televisão, e quem fale de Deus pela internet.

Paulo declara em 1Cor. 12:4-11: “Ora, os dons são DIVERSOS, mas o Espírito é o MESMO. E também há DIVERSIDADE nos serviços, mas o Senhor é o MESMO. E há DIVERSIDADE nas realizações, mas o MESMO Deus é quem opera tudo em todos… UM SÓ e o MESMO Espírito realiza TODAS estas coisas, distribuindo-as como LHE APRAZ, a cada um, INDIVIDUALMENTE.”

Por que é tão difícil entender que somos membros de um corpo? Membros que têm funções diferentes, agem de forma diferente, mas todos em prol do mesmo corpo. Em nome de Jesus, não venha me falar que fulano pula, siclano prega devagar, e o outro prega como metralhadora! O que isso tem a ver com o Evangelho?! O que importa é que o Evangelho seja pregado! A forma de usar é Deus quem escolhe! Julguem a Palavra que é pregada, e não a roupa que o pregador usa, ou modo do pregador pregá-la, seja cantando, sussurando ou gritando!

Pessoalmente, não entendo o motivo do espanto pelo fato de André Valadão ter tocado com um grupo católico. Pergunta: quem precisa de médico? Os sãos? Quem precisa da Palavra? Os salvos?

Qual o sentido de pregar a Palavra somente para cristãos? É claro que o cristão precisa se alimentar todo dia, pois somos como a luz da manhã, que vai brilhando, brilhando, até ser dia perfeito. Mas o evangelho precisa ser pregado a toda criatura! Quantas pessoas que nunca estiveram numa igreja estavam naquele evento?

Será que Deus não opera, só porque ele estava junto com um grupo católico? Se assim fosse, ninguém poderia pregar, nem orar quando houvesse algum não-crente no meio, pois eles impediriam o agir de Deus.  Ora, onde estiverem dois ou mais reunidos no nome de Jesus, ali Ele estará presente.

O que você acharia se existisse um colunista cristão em todo jornal e revista secular, ou um apresentador falando de Jesus em toda emissora de TV e Rádio secular? Certamente não é a isso que a Palavra se refere ao falar em julgo desigual.

Não se esqueçam que o próprio Jesus foi condenado pelos FARISEUS por conviver com prostitutas, beberrões, e pecadores em geral. Fico pensado se Jesus viesse hoje, quantos o condenariam… Cuidado, os fariseus estão… dentro das igrejas!

Por fim, prefiro ficar sempre com a Palavra, que diz, em Mateus 10:27: “o que escutais ao ouvido pregai-o sobre os telhados.”

É isso pessoal, vamos exercitar o amor e levar ao evangelho até os confins da Terra!

Nessa estória, fico do lado de Jesus. E você, de que lado está?

Grande abraço, na fé, Broder James

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Paz e Graça, amigos e irmãos. Efésios 4:4-5 é uma passagem fundamental na compreensão da unidade da Igreja Cristã: Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo.”

Será que é essa unidade que se apresenta no meio evangélico brasileiro atual? A julgar pelo que tenho lido em alguns sites e blogs cristãos, definitivamente, a resposta é não!

Cheguei a ficar triste ao ver a quantidade de ataques, contendas, e disputas entre… cristãos!

A pergunta básica que devemos tentar responder é: quem é nosso inimigo, afinal? Ao meu ver, nossos inimigos são Satanás e seus demônios. Como disse Paulo em 2 Cor. 4-5: “as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus.”

Por quê, então, estamos atacando irmãos na fé? Ou será que não consideramos aqueles que atacamos como irmãos? Será que achamos que o Senhor deles é diferente do nosso Senhor?

Para ser mais claro, estou me referindo a ataques entre diferentes denominações evangélicas. O que só louva hino da harpa fala mal do que toca louvores mais agitados com baixo, bateria e guitarra, e vice-versa. O que não faz barulho reclama do que faz barulho, e vice-versa.Parece que estamos atacando demônios, e não irmãos!

Certa vez, ouvi algo na televisão que não mais esqueci: “doutrina é como tempero, uns gostam com mais sal, outros gostam com pimenta, mas o importante mesmo é a comida.”

Queridos, é óbvio que as pessoas irão adorar a Deus de maneiras diferentes! Ou você acha que um culto na Índia seguirá a mesma liturgia que um culto em São Paulo?

Devemos atentar ao que temos em comum, e não às diferenças na casca. O que importa é o fundamento, a comida, e não a aparência, o tempero. A nossa comida é JESUS!

O fundamental é que pautemos nossas vidas, bem como os próprios cultos, na Palavra de Deus. Há outras coisas – como o tipo de música ou roupa, ou ainda se o homem deve usar bigode, barba ou rosto liso – que dependem do gosto, são culturais, não espirituais. O Espírito Santo NÃO se desagrada de um homem com barba ou de uma mulher com cabelo curto ou roxo.

O que é fundamental na nossa fé? Penso que é crer que Jesus é o Filho de Deus enviado para salvar o mundo. É acreditar que somente através de Jesus chegamos ao Pai. É saber que sem a santidade ninguém verá a Deus. É não esquecer que Jesus prometeu voltar para arrebatar UMA Igreja, UM povo santo, não uma placa de igreja.

Isso pode soar meio batido, mas a verdade é que não há nenhuma ordem de Jesus para que nos dividamos em diferentes denominações, mas sim para que nos ajuntemos para adorar, buscar e servir a Deus.

Por fim, antes de julgarmos a conduta de alguém, é necessário lembrar que não devemos transformar nossas experiências pessoais em doutrina, algo que talvez seja um dos grandes erros de muitos evangélicos dos nossos dias.

Analise o que diz o verso 7 de Efésios 4, dando continuidade ao trecho do início do post: “a cada um de nós foi dada a graça conforme a medida do dom de Cristo.”

As nossas experiências com Deus não são todas iguais, por isso, é necessária muita cautela antes de criticar alguém que se intitule cristão (mesmo que ele efetivamente não seja), já que a blasfêmia contra o Espírito Santo não terá perdão.

Não é porque você prega de terno que quem estiver de bermuda não é de Deus. E não é porque você ora baixinho que quem ora alto é escandaloso e carnal.

Experiência cada um tem a sua, o que importa é estar dentro da Palavra.

Grande abraço, na fé, Broder James

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